Boca Juniors 2×2 Fluminense – Semifinais da Libertadores

Bom empate do Fluminense contra o Boca Juniors, em Buenos Aires. O jogo não foi na tradicional La Bombonera, mas o estádio do Racing, em Avellaneda, também pode se tornar um alçapão. E mesmo assim, o Fluminense conseguiu um ótimo resultado. Não só pelo empate, mas por ter feito dois gols fora de casa. Ou seja, o Fluminense já começará a partida no Maracanã classificado, e bastará manter essa vantagem.

O jogo começou com o Boca decidido a fazer pressão no Fluminense, marcando a saída de bola do Tricolor Carioca, que teve uma dificuldade inicial de tocar a bola por conta da pressão dos argentinos. Mesmo assim, Thiago Neves chutou ao gol de Migliore, goleiro reserva que estava no lugar de Caranta, mas a bola passou ao lado da trave. E aos 11 minutos, o Boca saiu na frente com gol de nada mais e nada menos do que Riquelme. Foi um lindo lance, de um time que sabe tocar a bola. Palermo recebe um passe, lança a bola para a esquerda da área de Fernando Henrique, Palácios recebe e passa para Riquelme livre (ou seja, sem Arouca) para fazer o gol.

No entanto, o Fluminense reagiu rápido. Um pouco antes de 15 minutos, Thiago Neves cobra a falta para Thiago Silva para o gol e empatar a partida. Muito importante esse gol e chegou na hora certa, pois não deu tempo do Boca crescer e do Fluminense começar a sentir o primeiro gol. Boca decidiu apertar novamente, Chavez acerta a trave de Fernando Henrique, Dátalo também arrisca perigosamente ao gol do Fluminense. Mesmo assim, o Fluminense contou com uma noite brilhante de seus dois Thiagos. O Thiago Neves jogou muito bem. Não rifou a bola, mesmo com a forte marcação do Boca, o camisa 10 do Fluminense sempre procurava tocar a bola com qualidade e para os seus companheiros. Enquanto isso, Thiago Silva tirava tudo que era possível da área do Fluminense. Sendo assim, o primeiro tempo terminou em 1×1.

No segundo tempo, o Fluminense começou a cometer um erro que geralmente, os clubes brasileiros cometem diante do Boca em Buenos Aires. Recuar demasiadamente. O Fluminense recuou demais, e obviamente, o Boca pressionou como nunca. O Fluminense não conseguia formular um contra-ataque, a bola era mandada para frente e voltava próximo à área carioca. Washington, herói da partida contra o São Paulo, desta vez não brilhou e sumiu perante a marcação xeneize. Outra coisa que me chamou a atenção foi o pedido do Fluminense em sofrer um gol de cabeça de Palermo. O maior goleador do Boca subiu três ou quatro vezes sozinho e cabeceou. Mas além de um pouco de sorte, o Fluminense contou com a boa fase de Fernando Henrique, que fez boas defesas no segundo tempo.

Mas Riquelme… Depois de muito lengalenga na cobrança de falta, Riquelme bateu com categoria e ainda contou com desvio, matando quaisquer chances de Fernando Henrique defender. 2×1 Boca. Aí o Fluminense fez o que deveria ter feito antes de sofre o segundo gol: ir para cima e não apenas se defender. E aí, o primeiro duelo entre Thiago Neves e Migliore, quando o camisa 10 chuta, e o goleiro reserva do Boca dá rebote para Washington, até então sumido, mas chutou fraco. Depois Dodô entrou no lugar do Coração Valente. Uma opção acertada de Renato Gaúcho, pois Dodô tem mais habilidade para desvencilhar da marcação adversária e maior velocidade. Mas foi Thiago Neves, de novo num duelo com Migliore, que apareceu e empatou a partida, aos 31 minutos. É bem verdade que Migliore deu uma “mãozona” num frango para entrar na história, mas Thiago Neves teve méritos de chutar fora da área, que é uma arma que precisa ser mais utilizada em situações de forte marcação. Depois, mais Fernando Henrique, mais Thiago Silva para segurar a pressão do Boca. Para reforçar a marcação, Renato Gaúcho tira Thiago Neves, que dava a impressão de cãibra, para entrada de Roger. E o Fluminense conseguiu segurar o ótimo resultado: 2×2

O resultado é muito bom. Mas o Fluminense terá que jogar com inteligência no Maracanã. Não recuar demais segurando a vantagem, é preciso atacar, mas ao mesmo tempo, não descuidar da marcação. E vale lembrar que 2×2 foi o mesmo placar que o Atlas obteve nas quartas-de-final, e o Boca venceu no México com o placar de 3×0. Ou lembrar do Paysandu em 2002, que venceu o Boca em La Bombonera por 1×0, mas viu o seu sonho ruir na derrota por 4×2 em Belém. O Fluminense está perto da final, mas o Boca ainda é perigoso.


Uma resposta para “Boca Juniors 2×2 Fluminense – Semifinais da Libertadores”

  1. Gremista Fanático Disse:

    Fala Bruno legal esse seu outro blog tambem. Parabens. Cara como é bom ver o Riquelme jogando contra outros times, não contra nosso GRÊMIO né? Mas ele joga bonito cara. O cara deu um balão pra cima lá no alto ele correu em direção a bola matou ela no peito e saiu jogando, foi muito massa, fora os outros lances que ele fez e os gols, eu acho que o flu contou com a sorte essa que o GRÊMIO não teve ano passado. Ate frango do goleiro teve. vamos ver eu ainda acho que no maraca o boca vai jogar melhor por ter um campo grande e bom o que vai ajudar em seu toque de bola envolvente, mas por outro lado tem a jogada aerea do flu que é o ponto fraco do boca. a disputa ta aberta. Abraço.

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