Eurocopa

junho 6, 2008

Vem aí a Eurocopa 2008, o segundo maior torneio de seleções do mundo, só ficando atrás para a Copa do Mundo. Aliás, muitos dizem que a Euro seria uma espécie de Copa do Mundo, sem Brasil e Argentina. Há uma certa dose de razão aí, já que estas são as únicas seleções não européias que ganharam a competição mundial, ao lado do Uruguai, que por sua vez, não tem grande força no futebol mundial nos últimos anos.

E como sempre, a UEFA consegue transformar os seus torneios em verdadeiros espetáculos. Quando vejo a Uefa Champions League, dá uma dose de inveja, quando esta é comparada à Libertadores, que infelizmente, conta com uma administração pífia da CONMEBOL, do presidente vitalício. Nicolas Leoz. Com a Eurocopa comparado com a Copa América, esse sentimento é o mesmo. É um verdadeiro espetáculo de cobertura, modernização, organização e outros elementos que compõem a Euro.

 

Como sempre, não há um favorito que se dispare em relação aos demais. Podemos citar a Itália, que sofreu um duro golpe, com o corte do zagueiro e capitão da Copa de 2006, Canavaro, por conta de uma lesão. A Azzurra tenta fazer o mesmo feito que só França e Alemanha conseguiram. As duas seleções conquistaram seguidamente uma Copa do Mundo e a Eurocopa. Os alemães, liderados por Franz Beckembauer ganharam as duas competições em 1970 e 1972, respectivamente, a exemplo da França, de Zidane, que ganhou em 1998 e 2000, numa final contra a própria Itália. Aliás, curiosamente, a Itália é a maior vencedora européia em Copas do Mundo, mas não consegue repetir o mesmo feito na competição continental, uma vez que ganhou apenas uma edição, em 1968. Já a França não conta mais com Zidane, ainda tem Henry, mas já não é tão forte quanto a seleção de 1998 a 2006, mesmo assim, tem tradição no torneio, pode chegar e surpreender a todos, assim como foi em 2006. Eu aposto em boa campanha da Alemanha, pois tem um bom time formado por jogadores jovens e já mostrou na Copa do Mundo que com tempo, tem tudo para montar uma seleção muito forte.

Mesmo assim, eu apostaria em Portugal, de Felipão. A seleção lusitana bateu na trave na Eurocopa de 2004, quando foi anfitriã do torneio, apenas perdendo a final para a Grécia. Mas Felipão tem estrela, conseguiu levar Portugal ao quarto lugar, com Pauleta no ataque (seria uma analogia bem interessante, se lembrarmos que o Grêmio de Mano chegou com Tuta, na final da Libertadores) e ainda conta com o melhor jogador do mundo na última temporada, Cristiano Ronaldo, que está jogando muito mesmo, nada de invenção. Mesmo assim, os lusitanos terão que suar a camisa, pois caíram num grupo chato, onde tem outra e perigosa seleção, a República Tcheca, de Padel Nedved e do grande goleiro Peter Cech, além da anfitriã Suíça e da sempre chata Turquia. Agora, o grupo da morte mesmo, é o grupo C, formado por Holanda, Itália, França e Romênia. E é impressionante como italianos e franceses vêm se cruzando nos últimos anos, pois fizeram a final da Copa do Mundo, onde a “Azzurra” superou os “Les Bleus”, nos pênaltis, após um empate de 1×1 no tempo normal; quase dois meses depois, ambos se enfrentaram no estádio de Saint-Denis, onde os franceses venceram por 3×1; já no segundo jogo, em solo italiano, ambos não saíram do 0x0.. Já as anfitriãs, Áustria e Polônia, podem passar para a fase seguinte, mas não vejo grandes pretensões de títulos para as duas. Mas a Grécia tinha, inicialmente, pretensão de conquistar a Eurocopa de 2004?

 

Veja como ficaram os grupos da Eurocopa 2008.

 

A Eurocopa começou a ser disputada em 1960. Não havia uma sede fixa nas primeiras fases, na verdade, os jogos eram eliminatórios em ida e volta. A sede fixa só começava a partir das semifinais, para onde se classificaram a União Soviética, Tchecoslováquia, França e Iugoslávia. A URSS passou pela Espanha, na fase anterior por W.O., isso porque o general Francisco Franco, general e chefe-de-estado espanhol, proibiu que os espanhóis pisassem em solo soviético. Mesmo assim, a URSS mostrou que era forte, e em Marselha, venceu a Tchecoslováquia por 3×0, a mesma seleção que seria vice-campeã da Copa do Mundo de 1962, diante do Brasil de Garrincha. Enquanto isso, a Iugoslávia superaria os anfitriões da fase final, a França, na cidade de Paris, por 5×4. A Tchecoslováquia ficou em terceiro lugar, ao vencer os franceses por 2×0. Já a grande final, a URSS de Lev Yashin, considerado por muitos como o melhor goleiro de todos os tempos, superou os iugoslavos por 2×1 na prorrogação, se sagrando a primeira seleção campeã européia.

 

Já em 1964, a Espanha fez jus ao apelido “La Furia”. O sistema praticamente o mesmo da edição anterior, com jogos das oitavas e quartas-de-final em confrontos ida e volta na casa dos participante, somente tendo sede fixa a partir das semifinais. A Espanha e União Soviética fizeram a final no Santiago Bernabéu, em Madrid, e deu os donos da casa, por 2×1.

Já em 1968, a Itália, que em dois anos sagraria vice-campeã mundial, conquistou a Eurocopa, na condição de anfitriã da fase final do torneio, após o empate de 0x0 contra a URSS (passando para fase seguinte num cara e coroa, ou seja, na moedinha, entre os capitães das duas seleções, e a Itália teve mais sorte) e os dois jogos finais diante da Iugoslávia, o primeiro por 1×1, e o segundo foi o jogo de desempate, e a Azzurra ganhou a sua única Eurocopa, no placar de 2×0.

 

Em 1972, deu a Alemanha Ocidental de Gerd Müller e Franz Beckenbauer, superando, em solo belga, a URSS na final, por 3×0. Já em 1976, foi a vez da Iugoslávia conseguir, depois de dois vices, a tão sonhada taça. E não poderia ser melhor, senão superar exatamente os dois favoritos ao título da Euro: Alemanha (atual campeã da competição e campeã mundial) e Holanda (vice-campeã mundial). Nas semifinais, a Iugoslávia venceu por 3×1 os holandeses, em Zagreb, e passaram para a final, diante da Alemanha, que ainda contava com Franz Beckenbauer, e empatou a partida em 2×2, na cidade de Belgrado, e conquistou o título nos pênaltis, por 5×3.

 

Já a partir da Eurocopa de 1980, a fórmula mudaria. Agora, a fase inicial era formada por dois grupos de quatro seleções cada, e já tinha sede fixa desde o começo. Naquele ano, os italianos tiveram o direito de aproveitar a Eurocopa. O grupo 1 era formado por Alemanha Ocidental, Holanda, Tchecoslováquia e Grécia. Os alemão passaram, com cinco pontos, seguidos pelos tchecoslováquios com três pontos, superando a Holanda, com a mesma pontuação, no salgo de gols. Sempre lembrando, claro, que naquele ano, cada vitória valia dois pontos. Já no grupo dois, a Itália passaria com quatro pontos (uma vitória e dois empates), num grupo que tinha Espanha, Inglaterra e Bélgica. Este se classificou em primeiro, junto com a Itália, ambos com quatro pontos, mas levando a melhor com número de gols feitos (três), pois a Itália empatou em 0x0 contra a Espanha, venceu por 1×0 a Inglaterra e empatou 0x0 contra a Bélgica, uma campanha muito aquém do que se espera dos donos da casa. Naquela edição, não havia semifinal, na verdade, os dois primeiros colocados de cada grupo foram diretamente para decisão, enquanto os segundos colocados foram para a partida que definiria o terceiro lugar. Na decisão do terceiro, um empate de 1×1 entre Tchecoslováquia e Itália, e a seleção do leste-europeu superou a Azzurra nos pênaltis, por 9×8. Uma campanha decepcionante da Itália, mas mal sabiam os italianos, que em dois anos, superariam a seleção brasileira de 1982, comandada por Telê Santana, para se sagrarem tricampeões mundiais. Já a final foi em Roma, entre Alemanha e Bélgica. Horst faria os dois gols da Alemanha, dando o  segundo título aos alemães, na vitória por 2×1 contra os belgas.

 

 

Na Eurocopa de 1984, a França de Michel Platini, jogando em casa, ganharia por 2×0 a decisão contra a Espanha e conquista o seu primeiro título na competição. Já em 1988, a competição foi na Alemanha, e deu a Holanda de Marco van Basten e Frank Rijkaard, batendo os donos da casa nas semifinais por 2×1 e a URSS, que dava o seu último suspiro na Eurocopa, antes do fim da Guerra Fria, com o placar de 2×0. A edição de 1992 foi na Suécia, e a Dinamarca, do craque Brian Laudrup venceria a Alemanha de Klinsmann, atual campeã do mundo, pelo placar de 2×0.

 A partir da edição de 1996, na Inglaterra, o torneio passaria a ter 16 clubes divididos em quatro clubes. Nesses moldes, Alemanha seria tricampeã, batendo a Inglaterra nas semifinais, numa decisão por pênaltis, e superando a República Tcheca (antiga Tchecoslováquia) na decisão por 2×1. Em 2000, a Eurocopa teria pela primeira vez, duas sedes, Bélgica e Holanda, mas foi a França que fez festa, ao conquistar o Bicampeonato, quando bateu a Itália na final, com o Golden Goal de David Trezeguet, na prorrogação, dando números finais a partida em 2×1. E em 2004, a Euro foi em território português, a Grécia aprontou uma das maiores zebras da Euro e impediu que o Felipão, no comando da seleção portuguesa, conquistasse a Eurocopa, após obter a conquista da Copa do Mundo de 2002, sob o comando da seleção brasileira. O resultado da final foi de 1×0, e o gol mais importante da seleção grega foi marcado por Charisteas.

Agora vamos ver quem se sagrará campeão da Eurocopa de 2008. Com toda certeza, vai ser um grande torneio.

 PS: Se houver algum erro gramatical, perdoem-me, mas fiz correndo esse artigo. FUI!

Anúncios

Mais uma do Kibe Louco

junho 6, 2008

Só para não perder o humor, o Kibe Louco fez um vídeo engraçado sobre o episódio. Vale a pena olhar. 😉

 


Falando sobre o episódio dos Aflitos

junho 6, 2008

Muito tardiamente, resolvo escrever sobre o episódio sobre a confusão entre Náutico e Botafogo, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. Mas fazer o quê? Não deu. Mesmo assim, eu quero opiniar sobre esse caso, que é uma questão polêmica, mas é preciso analisá-la com muita calma, ainda mais, para um gremista (pelo que viu na Batalha dos Aflitos), por um botafoguense ou por um torcedor do timbu, ou até mesmo qualquer torcedor pernambucano.

Primeiro, quem começou com a confusão foi o jogador André Luíz, do Botafogo, que estava completamente descontrolado. A sua expulsão, resultado pelo segundo cartão amarelo, é polêmica, mas compreensiva, a ponto de imaginar que o carrinho foi ríspido e por trás, mesmo que tenha sido na bola, é um lance perigoso, passível de interpretação do árbitro. E mesmo que o árbitro Wilson Luiz Seneme tenha errado (e erra mesmo, geralmente, não gosto de suas atuações), nada, absolutamente nada, pode justificar a atitude do zagueiro alvinegro, como chutar a garra, fazer gestos obscenos para a torcida do Náutico, não sair do campo, como todo jogador expulso deve fazer e se comportar de maneira que só complicasse a já difícil relação com a PM de Pernambuco. Com certeza, André Luiz receberá uma punição do STJD, no julgamento marcado para próxima quarta-feira.

Outro ponto a ser analisado é a truculência da PM, mostrando mais uma vez, que a PM brasileira não tem condições de lidar com um espetáculo. Os policiais estão lá para manter a ordem entre os torcedores, e em caso extremo, de proteger o árbitro (sem caso de agressão sem sentido), e nada mais. A PM não tinha nada que ir ao banco e tirar o André Luiz, isso não é de responsabilidade deles. E Seneme nem sequer pediu a ajuda deles. A partir daí, ocorreu uma sucessão de erros, tanto do André Luiz, que descontrolado, piorou uma situação já complicada, tanto pelos policiais, que fizeram uma tempestade num copo d’água. Afinal, considerar naquele contexto uma situação de desacato à autoridade, não há sentido nenhum, pois não se trata de algo do dia a dia de uma cidade, e sim de uma pessoa que está fazendo parte de um jogo de futebol, onde pode perfeitamente, falar aquilo que não deve. E para agravar, a PM comete uma atitude irresponsável de fazer um trajeto que deixava o jogador ao lado da torcida. Ou seja, tudo errado!

 

Truculência da PM que também ocorreu na Batalha dos Aflitos, quando um policial atingiu o Patrício de forma covarde, sem que o jogador tivesse a oportunidade de se proteger. Mas é preciso deixar claro, que isso ocorre em todo o Brasil. No Olímpico, eu sei muito bem, a relação entre torcedor e a Brigada Militar não é nada boa, sendo que estes, abusam de sua autoridade, não distinguem de quem é culpado ou não (desce o cacete em qualquer um que aparece na frente, eu já testemunhei isso no Olímpico, e também já vi em vários estádios brasileiros). Isso não é um problema exclusivo de tal estado, é preciso deixar bem claro, que abuso de policial em eventos esportivos ocorre em todo país.

Outra questão, muito grave, que também ocorreu na Batalha dos Aflitos, é o fato das portas dos vestiários estarem trancadas. E se houvesse uma invasão generalizada, o que os jogadores fariam? Iam para o pau com os torcedores? Tal situação é um absurdo. Aí eu não sei bem ao certo, de quem é a culpa. Do Náutico ou da Federação Pernambucana de Futebol. Mas tal ato, não pode passar impune para o responsável.

No entanto, o Náutico recebeu a pena do STJD, que resultou na interdição dos Aflitos. Só que o motivo que levou a isso é um dos maiores absurdos que já vi. Afinal, tomar tal decisão por conta do gramado do estádio, só pode ser piada. Não por conta dos estádios com gramados vergonhosos não merecerem punição, merecem sim, mas pelo momento totalmente inoportuno para isso. Por que só agora? Por que o estádio da Vila Capanema e diversos outros que mais parecem campos de várzea, não receberam a mesma punição imediatamente? Por que só os Aflitos? Isso é ridículo. Além dessa vergonhosa argumentação, subtende-se que o STJD está punindo o Náutico por conta do comportamento da PM, mas o Náutico não tem poder em controlá-los. Então, que maravilha, é erro do começo ao fim. Apenas lamento, pois isso é mais uma página triste do futebol brasileiro. E que venha a Copa de 2014.


Rivais provocam o Boca

junho 6, 2008

Torcedores do River Plate não perderam tempo para provocar o Boca Juniors.

A diretoria do Velez Sarsfield também não perdeu tempo, e colocou, novamente para venda, a camisa retrô do clube, semelhante a do Fluminense.


Fluminense 3×1 Boca Juniors – Semifinais da Copa Libertadores

junho 6, 2008

Não vi o jogo. Uma pena, pois talvez eu tenha perdido, com toda certeza, um dos melhores jogos deste ano. O Fluminense está fazendo uma bela história na Copa Libertadores da América. Eliminou justamente os dois grandes favoritos para levantar a taça mais cobiçada do continente sul-americano: São Paulo e Boca Juniors. Por isso, é difícil crer que o Fluminense esbarre suas pretensões na LDU, que tem um bom time, mas é inferior técnicamente em relação aos cariocas. Mas nada está ganho. Fluminense é favorito sim, mas favoritismo não ganha jogo, e o próprio Fluminense provou isso, ao enfrentar os favoristos São Paulo e Boca Juniors, times de maior tradição no torneio em relação ao Fluminense. No entanto, se o time comandado por Renato Portaluppi (Gaúcho), ídolo do Grêmio e  do Fluminense, manter a seriedade que vem mostrando, dificilmente perderá esse título e se sagrará a nona equipe brasileira a ser campeã continental.

O Boca saiu na frente no placar, aos 12 minutos do segundo tempo, num cruzamento de Datalo para Palermo fazer o gol de cabeça. Neste momento, o torcedor do Fluminense deve ter pensado na possibilidade do pesadelo, que várias equipes brasileiras tiveram num mata-mata diante do Boca Juniors, fosse repetir no Maracanã. Nada! O Fluminense parece estar com estrela. Assim como ocorreu após o gol de Adriano no Maracanã, ou o gol de Riquelme em La Bombonera, o Fluminense não demorou para empatar. Cinco minutos depois, Washington fez um belo gol de falta. E assim como ocorreu nas partidas anteriores, o Fluminense não sentiu o gol adversário e conseguiu superar a pressão do tempo. Já o segundo gol, foi algo típico de um time que tem sorte de campeão. Isso porque Conca recebeu a bola de Dodô, avançou em velocidade para a área dos argentinos, foi cruzar a bola para área, mas ela foi rasteira e bateu em Ibarra, enganando Migliore. E aos 47 minutos, Palácios tenta sair para o contra-ataque, mas erra o passe, e Dodô pega a bola, invade a área, dribla e faz o terceiro gol, matando todas as esperanças do Boca Juniors. Fluminense, finalista da Copa Libertadores, 3×1, contra o favorito Boca Juniors.

A vitória do Fluminense não foi bem dirigida pelos integrantes do Boca. Entre eles, o técnico do clube argentino, Carlos Ischia, disse que o Fluminense teve sorte de chegar à final. A mesma atitude teve o principal jornal esportivo da Argentina, o Olé. Sinceramente, isso é um choro. Pelo que eu vi, o Boca Juniors me deu a impressão de ter mais volume de jogo no Maracanã. Eu acho que, tanto nos jogos diante do São Paulo e do Boca Juniors, o Fluminense, somando o total de 180 minutos de cada confronto, obteve menos volume de jogo do que os adversário. No entanto, isso não quer dizer que o Fluminense não seja merecedor da vitória. Claro que é. O sucesso foi conquistado dentro de campo, e o tricolor carioca teve méritos de aproveitar as suas oportunidades. Um time pode chutar 99 vezes ao gol, mas se perde o jogo para um adversário que chutou apenas uma vez ao gol, e consegue abrir o marcador, a derrota é merecida, uma vez que o adversário foi mais eficiente. Futebol é simples assim. Riquelme também foi duramente criticado pelo Olé, tanto é, que foi chamado de “Riquelminho”. Acho tais críticas totalmente injustas. Sem Riquelme, não sei se o Boca chegaria às semifinais, e nem seria campeão da Libertadores de 2007. Vale lembrar que o jogador sentia dores na coxa direita, e pode ter jogado no sacrifício, o que facilitaria, e muito, a marcação do Fluminense, principalmente, a de Arouca. Riquelme ainda é o melhor jogador em atividade no futebol sul-americano.

 

“Não posso esquecer de lembrar e agradecer o apoio que recebi do Zico e da torcida do Grêmio. Eu recebi muitos recados de gremistas e sou muito grato por isto “ – Essas foram as palavras de Renato, após o jogo. Um profissional que já fez uma brilhante história como jogador, e agora, escreve outra bela história como técnico.

Renato Portaluppi já foi Campeão da América e Campeão do Mundo pelo Grêmio, como jogador. Agora, busca o Bi em ambas as competições como técnico do Fluminense. Boa sorte, Renato!


Fim da era Cuca no Botafogo

maio 29, 2008

Termina a Era Cuca no Botafogo, e desta vez, parece que é pra valer. Cuca e Bebeto de Freitas vêm fazendo um trabalho excepcional no Botafogo. Cuca é um bom treinador. O São Paulo campeão do mundo de 2005 começou com seu trabalho, em 2004, quando com ele, o clube paulista recebeu a base do time campeão no ano seguinte (Danilo, Fabão, Lugano, Grafite, Cicinho…). Bateu na trave na Libertadores de 2004, quando Once Caldas fez o gol da vitória no último minuto de jogo, e venceu por 2×1 o São Paulo, nas semifinais. Em 2006, assumiu o Botafogo e iniciou um longe trabalho com o time de General Severiano. Ficou em 12º no Brasileiro de 2006.

Já em 2007, o Botafogo formou um belo time, que animava o Brasil com boas apresentações. Mas o Botafogo perdeu a final do Campeonato Carioca para o Flamengo, perdeu as semifinais da Copa do Brasil para o Figueirense, perdeu o Brasileiro para o São Paulo (no jogo realizado no Maracanã, em que os paulistas venceram por 2×0), perdeu numa partida negra para a história recente do Botafogo, contra o River Plate com nove jogadores por 4×2. Cuca saiu após o jogo, mas voltou nove dias depois.

Em 2008, Cuca de novo parou num vice-campeonato carioca e ontem, de novo parou nas semifinais da Copa do Brasil, contra o Corinthians, nas decisões de pênaltis. Desta vez, Cuca não resistiu, e sai de vez do Botafogo. A tendência é o Santos, que recentemente, teve Émerson Leão saindo da Vila.

Cuca é um grande técnico. Ele fez muito pelo Botafogo, não tenho dúvidas disso. No entanto, o grande problema do Cuca é a sua falta de frieza e pulso em determinadas situações. No ano passado, quando o Botafogo jogava partidas decisivas, ficava nervoso em campo. Nessas horas, é essencial que o técnico esteja com a cabeça no lugar para esfriar os ânimos dos jogadores, mas o Cuca faz o inverso e fica nervoso junto. E sinto uma falta pulso-firme no Cuca, e isso atrapalha em sua carreira.

Enquanto o Botafogo, o clube tem as opções de Ney Franco (com quem já entrou em contato), Leão e Geninho.


Riquelme com dores

maio 29, 2008

Riquelme é dúvida para a partida no Maracanã. O jogador sente dores na coxa direita e fará tratamento intensivo. Se Riquelme não jogar, aí eu acho muito difícil o Fluminense perder essa vaga para final. Mas acho que joga sim, mesmo que seja no sacrifício. Outra coisa. Arouca até chegou junto em Riquelme em algumas jogadas, mas no resumo da obra, levou um baile. Riquelme conseguiu se movimentar com maior liberdade no decorrer do jogo. É algo para o Renato pensar no que fazer. Já Battaglia tem um estiramento na coxa direita, e também não sabe se joga.