Eurocopa

junho 6, 2008

Vem aí a Eurocopa 2008, o segundo maior torneio de seleções do mundo, só ficando atrás para a Copa do Mundo. Aliás, muitos dizem que a Euro seria uma espécie de Copa do Mundo, sem Brasil e Argentina. Há uma certa dose de razão aí, já que estas são as únicas seleções não européias que ganharam a competição mundial, ao lado do Uruguai, que por sua vez, não tem grande força no futebol mundial nos últimos anos.

E como sempre, a UEFA consegue transformar os seus torneios em verdadeiros espetáculos. Quando vejo a Uefa Champions League, dá uma dose de inveja, quando esta é comparada à Libertadores, que infelizmente, conta com uma administração pífia da CONMEBOL, do presidente vitalício. Nicolas Leoz. Com a Eurocopa comparado com a Copa América, esse sentimento é o mesmo. É um verdadeiro espetáculo de cobertura, modernização, organização e outros elementos que compõem a Euro.

 

Como sempre, não há um favorito que se dispare em relação aos demais. Podemos citar a Itália, que sofreu um duro golpe, com o corte do zagueiro e capitão da Copa de 2006, Canavaro, por conta de uma lesão. A Azzurra tenta fazer o mesmo feito que só França e Alemanha conseguiram. As duas seleções conquistaram seguidamente uma Copa do Mundo e a Eurocopa. Os alemães, liderados por Franz Beckembauer ganharam as duas competições em 1970 e 1972, respectivamente, a exemplo da França, de Zidane, que ganhou em 1998 e 2000, numa final contra a própria Itália. Aliás, curiosamente, a Itália é a maior vencedora européia em Copas do Mundo, mas não consegue repetir o mesmo feito na competição continental, uma vez que ganhou apenas uma edição, em 1968. Já a França não conta mais com Zidane, ainda tem Henry, mas já não é tão forte quanto a seleção de 1998 a 2006, mesmo assim, tem tradição no torneio, pode chegar e surpreender a todos, assim como foi em 2006. Eu aposto em boa campanha da Alemanha, pois tem um bom time formado por jogadores jovens e já mostrou na Copa do Mundo que com tempo, tem tudo para montar uma seleção muito forte.

Mesmo assim, eu apostaria em Portugal, de Felipão. A seleção lusitana bateu na trave na Eurocopa de 2004, quando foi anfitriã do torneio, apenas perdendo a final para a Grécia. Mas Felipão tem estrela, conseguiu levar Portugal ao quarto lugar, com Pauleta no ataque (seria uma analogia bem interessante, se lembrarmos que o Grêmio de Mano chegou com Tuta, na final da Libertadores) e ainda conta com o melhor jogador do mundo na última temporada, Cristiano Ronaldo, que está jogando muito mesmo, nada de invenção. Mesmo assim, os lusitanos terão que suar a camisa, pois caíram num grupo chato, onde tem outra e perigosa seleção, a República Tcheca, de Padel Nedved e do grande goleiro Peter Cech, além da anfitriã Suíça e da sempre chata Turquia. Agora, o grupo da morte mesmo, é o grupo C, formado por Holanda, Itália, França e Romênia. E é impressionante como italianos e franceses vêm se cruzando nos últimos anos, pois fizeram a final da Copa do Mundo, onde a “Azzurra” superou os “Les Bleus”, nos pênaltis, após um empate de 1×1 no tempo normal; quase dois meses depois, ambos se enfrentaram no estádio de Saint-Denis, onde os franceses venceram por 3×1; já no segundo jogo, em solo italiano, ambos não saíram do 0x0.. Já as anfitriãs, Áustria e Polônia, podem passar para a fase seguinte, mas não vejo grandes pretensões de títulos para as duas. Mas a Grécia tinha, inicialmente, pretensão de conquistar a Eurocopa de 2004?

 

Veja como ficaram os grupos da Eurocopa 2008.

 

A Eurocopa começou a ser disputada em 1960. Não havia uma sede fixa nas primeiras fases, na verdade, os jogos eram eliminatórios em ida e volta. A sede fixa só começava a partir das semifinais, para onde se classificaram a União Soviética, Tchecoslováquia, França e Iugoslávia. A URSS passou pela Espanha, na fase anterior por W.O., isso porque o general Francisco Franco, general e chefe-de-estado espanhol, proibiu que os espanhóis pisassem em solo soviético. Mesmo assim, a URSS mostrou que era forte, e em Marselha, venceu a Tchecoslováquia por 3×0, a mesma seleção que seria vice-campeã da Copa do Mundo de 1962, diante do Brasil de Garrincha. Enquanto isso, a Iugoslávia superaria os anfitriões da fase final, a França, na cidade de Paris, por 5×4. A Tchecoslováquia ficou em terceiro lugar, ao vencer os franceses por 2×0. Já a grande final, a URSS de Lev Yashin, considerado por muitos como o melhor goleiro de todos os tempos, superou os iugoslavos por 2×1 na prorrogação, se sagrando a primeira seleção campeã européia.

 

Já em 1964, a Espanha fez jus ao apelido “La Furia”. O sistema praticamente o mesmo da edição anterior, com jogos das oitavas e quartas-de-final em confrontos ida e volta na casa dos participante, somente tendo sede fixa a partir das semifinais. A Espanha e União Soviética fizeram a final no Santiago Bernabéu, em Madrid, e deu os donos da casa, por 2×1.

Já em 1968, a Itália, que em dois anos sagraria vice-campeã mundial, conquistou a Eurocopa, na condição de anfitriã da fase final do torneio, após o empate de 0x0 contra a URSS (passando para fase seguinte num cara e coroa, ou seja, na moedinha, entre os capitães das duas seleções, e a Itália teve mais sorte) e os dois jogos finais diante da Iugoslávia, o primeiro por 1×1, e o segundo foi o jogo de desempate, e a Azzurra ganhou a sua única Eurocopa, no placar de 2×0.

 

Em 1972, deu a Alemanha Ocidental de Gerd Müller e Franz Beckenbauer, superando, em solo belga, a URSS na final, por 3×0. Já em 1976, foi a vez da Iugoslávia conseguir, depois de dois vices, a tão sonhada taça. E não poderia ser melhor, senão superar exatamente os dois favoritos ao título da Euro: Alemanha (atual campeã da competição e campeã mundial) e Holanda (vice-campeã mundial). Nas semifinais, a Iugoslávia venceu por 3×1 os holandeses, em Zagreb, e passaram para a final, diante da Alemanha, que ainda contava com Franz Beckenbauer, e empatou a partida em 2×2, na cidade de Belgrado, e conquistou o título nos pênaltis, por 5×3.

 

Já a partir da Eurocopa de 1980, a fórmula mudaria. Agora, a fase inicial era formada por dois grupos de quatro seleções cada, e já tinha sede fixa desde o começo. Naquele ano, os italianos tiveram o direito de aproveitar a Eurocopa. O grupo 1 era formado por Alemanha Ocidental, Holanda, Tchecoslováquia e Grécia. Os alemão passaram, com cinco pontos, seguidos pelos tchecoslováquios com três pontos, superando a Holanda, com a mesma pontuação, no salgo de gols. Sempre lembrando, claro, que naquele ano, cada vitória valia dois pontos. Já no grupo dois, a Itália passaria com quatro pontos (uma vitória e dois empates), num grupo que tinha Espanha, Inglaterra e Bélgica. Este se classificou em primeiro, junto com a Itália, ambos com quatro pontos, mas levando a melhor com número de gols feitos (três), pois a Itália empatou em 0x0 contra a Espanha, venceu por 1×0 a Inglaterra e empatou 0x0 contra a Bélgica, uma campanha muito aquém do que se espera dos donos da casa. Naquela edição, não havia semifinal, na verdade, os dois primeiros colocados de cada grupo foram diretamente para decisão, enquanto os segundos colocados foram para a partida que definiria o terceiro lugar. Na decisão do terceiro, um empate de 1×1 entre Tchecoslováquia e Itália, e a seleção do leste-europeu superou a Azzurra nos pênaltis, por 9×8. Uma campanha decepcionante da Itália, mas mal sabiam os italianos, que em dois anos, superariam a seleção brasileira de 1982, comandada por Telê Santana, para se sagrarem tricampeões mundiais. Já a final foi em Roma, entre Alemanha e Bélgica. Horst faria os dois gols da Alemanha, dando o  segundo título aos alemães, na vitória por 2×1 contra os belgas.

 

 

Na Eurocopa de 1984, a França de Michel Platini, jogando em casa, ganharia por 2×0 a decisão contra a Espanha e conquista o seu primeiro título na competição. Já em 1988, a competição foi na Alemanha, e deu a Holanda de Marco van Basten e Frank Rijkaard, batendo os donos da casa nas semifinais por 2×1 e a URSS, que dava o seu último suspiro na Eurocopa, antes do fim da Guerra Fria, com o placar de 2×0. A edição de 1992 foi na Suécia, e a Dinamarca, do craque Brian Laudrup venceria a Alemanha de Klinsmann, atual campeã do mundo, pelo placar de 2×0.

 A partir da edição de 1996, na Inglaterra, o torneio passaria a ter 16 clubes divididos em quatro clubes. Nesses moldes, Alemanha seria tricampeã, batendo a Inglaterra nas semifinais, numa decisão por pênaltis, e superando a República Tcheca (antiga Tchecoslováquia) na decisão por 2×1. Em 2000, a Eurocopa teria pela primeira vez, duas sedes, Bélgica e Holanda, mas foi a França que fez festa, ao conquistar o Bicampeonato, quando bateu a Itália na final, com o Golden Goal de David Trezeguet, na prorrogação, dando números finais a partida em 2×1. E em 2004, a Euro foi em território português, a Grécia aprontou uma das maiores zebras da Euro e impediu que o Felipão, no comando da seleção portuguesa, conquistasse a Eurocopa, após obter a conquista da Copa do Mundo de 2002, sob o comando da seleção brasileira. O resultado da final foi de 1×0, e o gol mais importante da seleção grega foi marcado por Charisteas.

Agora vamos ver quem se sagrará campeão da Eurocopa de 2008. Com toda certeza, vai ser um grande torneio.

 PS: Se houver algum erro gramatical, perdoem-me, mas fiz correndo esse artigo. FUI!

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Rivais provocam o Boca

junho 6, 2008

Torcedores do River Plate não perderam tempo para provocar o Boca Juniors.

A diretoria do Velez Sarsfield também não perdeu tempo, e colocou, novamente para venda, a camisa retrô do clube, semelhante a do Fluminense.


Fluminense 3×1 Boca Juniors – Semifinais da Copa Libertadores

junho 6, 2008

Não vi o jogo. Uma pena, pois talvez eu tenha perdido, com toda certeza, um dos melhores jogos deste ano. O Fluminense está fazendo uma bela história na Copa Libertadores da América. Eliminou justamente os dois grandes favoritos para levantar a taça mais cobiçada do continente sul-americano: São Paulo e Boca Juniors. Por isso, é difícil crer que o Fluminense esbarre suas pretensões na LDU, que tem um bom time, mas é inferior técnicamente em relação aos cariocas. Mas nada está ganho. Fluminense é favorito sim, mas favoritismo não ganha jogo, e o próprio Fluminense provou isso, ao enfrentar os favoristos São Paulo e Boca Juniors, times de maior tradição no torneio em relação ao Fluminense. No entanto, se o time comandado por Renato Portaluppi (Gaúcho), ídolo do Grêmio e  do Fluminense, manter a seriedade que vem mostrando, dificilmente perderá esse título e se sagrará a nona equipe brasileira a ser campeã continental.

O Boca saiu na frente no placar, aos 12 minutos do segundo tempo, num cruzamento de Datalo para Palermo fazer o gol de cabeça. Neste momento, o torcedor do Fluminense deve ter pensado na possibilidade do pesadelo, que várias equipes brasileiras tiveram num mata-mata diante do Boca Juniors, fosse repetir no Maracanã. Nada! O Fluminense parece estar com estrela. Assim como ocorreu após o gol de Adriano no Maracanã, ou o gol de Riquelme em La Bombonera, o Fluminense não demorou para empatar. Cinco minutos depois, Washington fez um belo gol de falta. E assim como ocorreu nas partidas anteriores, o Fluminense não sentiu o gol adversário e conseguiu superar a pressão do tempo. Já o segundo gol, foi algo típico de um time que tem sorte de campeão. Isso porque Conca recebeu a bola de Dodô, avançou em velocidade para a área dos argentinos, foi cruzar a bola para área, mas ela foi rasteira e bateu em Ibarra, enganando Migliore. E aos 47 minutos, Palácios tenta sair para o contra-ataque, mas erra o passe, e Dodô pega a bola, invade a área, dribla e faz o terceiro gol, matando todas as esperanças do Boca Juniors. Fluminense, finalista da Copa Libertadores, 3×1, contra o favorito Boca Juniors.

A vitória do Fluminense não foi bem dirigida pelos integrantes do Boca. Entre eles, o técnico do clube argentino, Carlos Ischia, disse que o Fluminense teve sorte de chegar à final. A mesma atitude teve o principal jornal esportivo da Argentina, o Olé. Sinceramente, isso é um choro. Pelo que eu vi, o Boca Juniors me deu a impressão de ter mais volume de jogo no Maracanã. Eu acho que, tanto nos jogos diante do São Paulo e do Boca Juniors, o Fluminense, somando o total de 180 minutos de cada confronto, obteve menos volume de jogo do que os adversário. No entanto, isso não quer dizer que o Fluminense não seja merecedor da vitória. Claro que é. O sucesso foi conquistado dentro de campo, e o tricolor carioca teve méritos de aproveitar as suas oportunidades. Um time pode chutar 99 vezes ao gol, mas se perde o jogo para um adversário que chutou apenas uma vez ao gol, e consegue abrir o marcador, a derrota é merecida, uma vez que o adversário foi mais eficiente. Futebol é simples assim. Riquelme também foi duramente criticado pelo Olé, tanto é, que foi chamado de “Riquelminho”. Acho tais críticas totalmente injustas. Sem Riquelme, não sei se o Boca chegaria às semifinais, e nem seria campeão da Libertadores de 2007. Vale lembrar que o jogador sentia dores na coxa direita, e pode ter jogado no sacrifício, o que facilitaria, e muito, a marcação do Fluminense, principalmente, a de Arouca. Riquelme ainda é o melhor jogador em atividade no futebol sul-americano.

 

“Não posso esquecer de lembrar e agradecer o apoio que recebi do Zico e da torcida do Grêmio. Eu recebi muitos recados de gremistas e sou muito grato por isto “ – Essas foram as palavras de Renato, após o jogo. Um profissional que já fez uma brilhante história como jogador, e agora, escreve outra bela história como técnico.

Renato Portaluppi já foi Campeão da América e Campeão do Mundo pelo Grêmio, como jogador. Agora, busca o Bi em ambas as competições como técnico do Fluminense. Boa sorte, Renato!


Riquelme com dores

maio 29, 2008

Riquelme é dúvida para a partida no Maracanã. O jogador sente dores na coxa direita e fará tratamento intensivo. Se Riquelme não jogar, aí eu acho muito difícil o Fluminense perder essa vaga para final. Mas acho que joga sim, mesmo que seja no sacrifício. Outra coisa. Arouca até chegou junto em Riquelme em algumas jogadas, mas no resumo da obra, levou um baile. Riquelme conseguiu se movimentar com maior liberdade no decorrer do jogo. É algo para o Renato pensar no que fazer. Já Battaglia tem um estiramento na coxa direita, e também não sabe se joga.


Boca Juniors 2×2 Fluminense – Semifinais da Libertadores

maio 29, 2008

Bom empate do Fluminense contra o Boca Juniors, em Buenos Aires. O jogo não foi na tradicional La Bombonera, mas o estádio do Racing, em Avellaneda, também pode se tornar um alçapão. E mesmo assim, o Fluminense conseguiu um ótimo resultado. Não só pelo empate, mas por ter feito dois gols fora de casa. Ou seja, o Fluminense já começará a partida no Maracanã classificado, e bastará manter essa vantagem.

O jogo começou com o Boca decidido a fazer pressão no Fluminense, marcando a saída de bola do Tricolor Carioca, que teve uma dificuldade inicial de tocar a bola por conta da pressão dos argentinos. Mesmo assim, Thiago Neves chutou ao gol de Migliore, goleiro reserva que estava no lugar de Caranta, mas a bola passou ao lado da trave. E aos 11 minutos, o Boca saiu na frente com gol de nada mais e nada menos do que Riquelme. Foi um lindo lance, de um time que sabe tocar a bola. Palermo recebe um passe, lança a bola para a esquerda da área de Fernando Henrique, Palácios recebe e passa para Riquelme livre (ou seja, sem Arouca) para fazer o gol.

No entanto, o Fluminense reagiu rápido. Um pouco antes de 15 minutos, Thiago Neves cobra a falta para Thiago Silva para o gol e empatar a partida. Muito importante esse gol e chegou na hora certa, pois não deu tempo do Boca crescer e do Fluminense começar a sentir o primeiro gol. Boca decidiu apertar novamente, Chavez acerta a trave de Fernando Henrique, Dátalo também arrisca perigosamente ao gol do Fluminense. Mesmo assim, o Fluminense contou com uma noite brilhante de seus dois Thiagos. O Thiago Neves jogou muito bem. Não rifou a bola, mesmo com a forte marcação do Boca, o camisa 10 do Fluminense sempre procurava tocar a bola com qualidade e para os seus companheiros. Enquanto isso, Thiago Silva tirava tudo que era possível da área do Fluminense. Sendo assim, o primeiro tempo terminou em 1×1.

No segundo tempo, o Fluminense começou a cometer um erro que geralmente, os clubes brasileiros cometem diante do Boca em Buenos Aires. Recuar demasiadamente. O Fluminense recuou demais, e obviamente, o Boca pressionou como nunca. O Fluminense não conseguia formular um contra-ataque, a bola era mandada para frente e voltava próximo à área carioca. Washington, herói da partida contra o São Paulo, desta vez não brilhou e sumiu perante a marcação xeneize. Outra coisa que me chamou a atenção foi o pedido do Fluminense em sofrer um gol de cabeça de Palermo. O maior goleador do Boca subiu três ou quatro vezes sozinho e cabeceou. Mas além de um pouco de sorte, o Fluminense contou com a boa fase de Fernando Henrique, que fez boas defesas no segundo tempo.

Mas Riquelme… Depois de muito lengalenga na cobrança de falta, Riquelme bateu com categoria e ainda contou com desvio, matando quaisquer chances de Fernando Henrique defender. 2×1 Boca. Aí o Fluminense fez o que deveria ter feito antes de sofre o segundo gol: ir para cima e não apenas se defender. E aí, o primeiro duelo entre Thiago Neves e Migliore, quando o camisa 10 chuta, e o goleiro reserva do Boca dá rebote para Washington, até então sumido, mas chutou fraco. Depois Dodô entrou no lugar do Coração Valente. Uma opção acertada de Renato Gaúcho, pois Dodô tem mais habilidade para desvencilhar da marcação adversária e maior velocidade. Mas foi Thiago Neves, de novo num duelo com Migliore, que apareceu e empatou a partida, aos 31 minutos. É bem verdade que Migliore deu uma “mãozona” num frango para entrar na história, mas Thiago Neves teve méritos de chutar fora da área, que é uma arma que precisa ser mais utilizada em situações de forte marcação. Depois, mais Fernando Henrique, mais Thiago Silva para segurar a pressão do Boca. Para reforçar a marcação, Renato Gaúcho tira Thiago Neves, que dava a impressão de cãibra, para entrada de Roger. E o Fluminense conseguiu segurar o ótimo resultado: 2×2

O resultado é muito bom. Mas o Fluminense terá que jogar com inteligência no Maracanã. Não recuar demais segurando a vantagem, é preciso atacar, mas ao mesmo tempo, não descuidar da marcação. E vale lembrar que 2×2 foi o mesmo placar que o Atlas obteve nas quartas-de-final, e o Boca venceu no México com o placar de 3×0. Ou lembrar do Paysandu em 2002, que venceu o Boca em La Bombonera por 1×0, mas viu o seu sonho ruir na derrota por 4×2 em Belém. O Fluminense está perto da final, mas o Boca ainda é perigoso.


Gilardino troca Milan pela Fiorentina

maio 29, 2008

Visando a disputa da próxima Champions League e do Campeonato Italiano, a equipe da Fiorentina aproveita a “faxina” que está sendo feita no plantel do Milan para contratar reforços. Depois de uma semana cheia de especulações em torno do jogador, a equipe de Milão confirmou a venda dos direitos federativos do atleta por aproximadamente 14 milhões de euros (R$ 36,5 milhões).

Gilardino atuou em 94 partidas e marcou 36 gols. Concerteza sua passagem pelo Parma antes de chegar ao Milan foi mais proveitosa, e agora em sua nova equipe vai tentar voltar à marcar gols como antes.

Eu particularmente gosto bastante do futebol de Gilardino. No Milan ele não teve muitas chances, e atualmente perdeu seu espaço com a chegada de Alexandre Pato. Acho que será muito bom para sua carreira respirar novos ares, e como ele tem apenas 25 anos, tem a chance de se destacar na sua nova equipe e almejar melhores posições na sua carreira.

Certamente foi uma bela contratação da Fiorentina. A mesma que está querendo tirar Rafael Carioca do Grêmio, desde suas ótimas partidas pelas categorias de base do tricolor, e pela seleção brasileira de sua categoria.


Boca Juniors x Fluminense – Semifinais da Libertadores

maio 28, 2008

Brincadeiras à parte. Fluminense tem time sim para bater o Boca Juniors nestas semi-finais da Copa Libertadores da América. Trata-se de um confronto equilibrado, o Fluminense tem uma excelente defesa (Tiago Silva é o melhor zagueiro do Brasil, ao lado do Miranda, para minha opinião), tem um belo meio-de-campo formado por Conca e Thiago Neves, a dupla de volantes Ygor e Arouca e um excelente atacante Washington, com o direito de ter Dodô como opção de jogo. Renato Gaúcho tem um bom plantel, que superou a experiência do São Paulo nas quartas-de-final. Mas além de experiência, o Boca tem mais time do que o São Paulo. O clube seis vezes campeão da Libertadores tem uma boa dupla de atacantes, que jogaria em qualquer clubes brasileiro: Palermo e Palácios.

Ainda fazem piadas de Palermo, por errar três pênaltis, na Copa América de 1999, entre Argentina e Colômbia. Porém, o que poucos se lembram, é que Palermo é o maior artilheiro da história do Boca Juniors, superando os 180 gols de Francisco Varallo, artilheiro xeneize da década de 1930. No jogo diante do Atlas, no México, pelas quartas-de-final da Libertadores, Palermo fez três gols da vitória do Boca por 3×0 e levou o clube argentino para a semifinal. Outro grande jogador é Palácios, que não vem jogando tão bem quanto o ano passado, está errando gols bobos, mas é ainda um atacante perigoso, com velocidade e habilidade.

O Boca também tem Maidana que joga muito bem na lateral-direita, as subidas perigosas de Moriel Rodriguez, a força de Battaglia, Dátalo e outros bons jogadores. Ou seja, o Boca tem jogadores qualificados em todas as posições, além da experiência, que lhe dá frieza quando necessário e uma inteligência constante no decorrer do jogo.

E a maior arma do Boca está simplesmente no maior jogador em atividade das Américas. Juan Román Riquelme. Para mim, o melhor camisa 10 do mundo. O camisa 10 clássico, aquele que cadencia o jogo, tem toque de bola de qualidade, parece lento, mas é fatal em suas jogadas, perigoso em bolas paradas e é o cérebro do time na armação das jogadas. Riquelme desequilibrou as final da Libertadores de 2000 e 2007, quando o Boca superou, respectivamente, Palmeiras e Grêmio.

No entanto, não obteve sucesso na Europa. Sua passagem no Barcelona foi muito aquém do que se esperava, teve um lampejo no Villarreal, ao levar o “submarino amarelo” às semifinais da Uefa Champions League de 2005-2006, mas parou no Arsenal, que fez a final contra o Barcelona. Mas no Boca Juniors, Riquelme é simplesmente o melhor jogador do clube e a principal arma para a conquista do sétimo título sul-americano, feito que só o Independiente conseguiu até o momento.

Enquanto isso, o Fluminense é uma grata surpresa em Libertadores. Pensando bem, não é surpresa aqui no Brasil, afinal, o Fluminense é um time grande e apto para fazer história na competição sul-americana. Mas em outras localidades da América do Sul, o Fluminense é desconhecido. No entanto, se o problema é a falta de experiência em Libertadores, então o Fluminense tem duas grandes armas, que marcaram história no Grêmio. Um se trata de Renato Portaluppi, ou popularmente chamado de Renato Gaúcho. Ídolo do Grêmio, craque que fez dois gols que deram ao Grêmio o título de Campeão do Mundo, e é Campeão da América, ambos em 1983 e também foi vice-campeão da Libertadores de 1984. Outro jogador se trata de Roger, zagueiro. Jogou no Grêmio de 1993 a 2003, foi campeão da Libertadores de 1995 e possui sete (seis pelo Grêmio e uma pelo Fluminense) participações no torneio, se tornando o Brasileiro que mais jogou a Libertadores.

Fluminense também tem uma boa zaga, e no setor, está Tiago Silva, que para minha opinião, é o melhor zagueiro do Brasil. O Fluminense sofreu apenas seis gols em 10 jogos, enquanto o Boca sofreu 13. A defesa ainda conta com uma boa fase do goleiro Fernando Henrique, que é muito criticado às vezes, mas nesta Libertadores está bem e também as boas atuações de Luiz Alberto. No meio, o Fluminense conta com o habilidoso Thiago Neves, que é muito bom jogador, apenas ressalvo que ele costuma dar uma sumida nos momentos decisivos. Mesmo assim, vale a pena lembrar, que o terceiro gol do Fluminense contra o São Paulo, foi de sua assistência. Outro bom jogador é Dario Conca, revelado pelo rival do Boca, River Plate. Jogador rápido e com muita habilidade, dribla bem, apenas peca um pouco na finalização, ao meu ver, todavia, será um jogador essencial para o Fluminense, principalmente em contra-ataques.

Por último, Washington, o Coração Valente. Estava a oito jogos sem marcar, mas quando era para decidir, decidiu, fazendo dois e importantes gols na vitória contra o São Paulo. De quebra, o Fluminense conta com Dodô, grande atacante, mas deve começar no banco

E uma coisa legal é que Renato Gaúcho não cometerá o mesmo erro que Mano Menezes cometeu no ano passado. Desta vez, Riquelme tende a ter marcação individual, e deve ser Arouca. O importante é Riquelme não agir com liberdade.

Boca pode ser o carrasco dos brasileiros, e não perde um mata-mata em Libertadores desde 1963, justamente na final contra o Santos de Pelé. Mas tabu foi feito para ser quebrado, e o Fluminense tem capacidade para isso. E a nós gremistas, cabe a torcida para Renato e Roger em rumo ao Bicampeonato da América, e conseqüentemente o título de Campeão do Mundo para os dois (sendo que para Renato, seria o segundo).

Ah! Uma boa notícia para o Fluminense. Quem elimina o SãoPaulo, costuma ter sorte no restante da Libertadores. Outro fator que pode motivar o Fluminense está nas palavras do goleiro e ídolo do Boca, Pato Abbondanzieri, que atualmente joga no Getafe, ou o fato de Riquelme dizer que o Boca está perto da final. Com certeza, será um jogão. 😉